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Austrália alcança recorde de crescimento sem recessão

Austrália alcança recorde de crescimento sem recessão

A Austrália chegou à marca de 25 anos de crescimento sem recessão, um recorde que faz jus ao alto padrão de vida do país, que é um dos melhores do mundo.

A última recessão que ocorreu no país foi em 1991. Segundo economistas, o escape da Austrália entre crises mundiais gravíssimas, como a de 2008, foi uma combinação de boa gestão e sorte grande.

O recorde foi estabelecido pela Holanda, que contava com 26 anos de crescimento consecutivo entre 1982 e 2008 na era moderna. A base para o feito foi a descoberta de petróleo no Mar do Norte pelo país.

Segundo Paul Bloxham, economista do banco HSBC, “boa parte do sucesso se deve a reformas que foram adotadas nos anos 80 e 90, para tornar a economia australiana mais flexível”. Entre as medidas, constam redução de tarifas, câmbio livre para o dólar australiano, desregulamentação do mercado de trabalho e do sistema financeiro.

O economista Saul Eslake diz que a criação de um regime de política monetária altamente confiável pelo Banco de Reserva da Austrália, que em geral, conseguiu manter a inflação em sua meta de 2% a 3% ao ano, foi crítico para o sucesso.

Ao contrário de muitas economias ocidentais, a Austrália manteve a disciplina fiscal no final dos anos 90 e começo dos 2000, com o então primeiro-ministro John Howard gerando superávits orçamentários em 10 dos 11 anos até 2007-2008, inclusive.

Outros fatores influenciaram no sucesso da Austrália em seu desenvolvimento financeiro. A boa base de recursos naturais, por exemplo, aproximou as relações internacionais com a Ásia, melhorando os termos de comércio internacional australianos e elevando sua renda. A alta imigração e rápido crescimento populacional também ajudaram a Austrália a apresentar desempenho superior ao de outras economias ocidentais, escapando da temida recessão durante a queda no mercado de commodities. O boom do país também abrange crescimento na exportação de serviços à China, incluindo educação e turismo.

Fonte: Folha de S. Paulo

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